Focos do Mosquito da Dengue pedem atenção em Papanduva.

Em função dos excelentes trabalhos realizados pelo agente de endemias e também os trabalhos realizados pelo Laboratório Central – LACEN, o Governo do Município através do Departamento de Vigilância Sanitária confirma que foram encontrados focos do mosquito da dengue em Papanduva. A confirmação oficial ocorreu nesta segunda-feira (15). A partir deste dia, imediatamente a equipe de controle da Dengue no Município, iniciou as vistorias nas residências e estabelecimento situado no raio de ação do mosquito Aedes Aegypti.

A equipe do programa de combate às endemias, com o apoio dos agentes de saúde trabalham para evitar a proliferação do mosquito que pode transmitir a dengue e outras doenças, como a chikungunya e zika vírus. Durante a ação, foram feitas vistorias, realizadas coleta de larvas nas residências e prestadas orientações à população.

Segundo o coordenador do programa de combate ao mosquito no Município, Mauri Malinovski, nas primeiras 80 casas vistoriadas, foram capturadas 150 larvas de mosquitos que foram enviadas para análises. Estas larvas foram encontradas em água acumulada em brinquedos, pneus velhos, latas e baldes jogados na área externa das residências. O Coordenador do Programa reforça o papel importante dos moradores fazendo a sua parte. Segundo pesquisas, 92% dos focos do mosquito estão dentro das residências e salienta: “Não podemos deixar de lado também, os estabelecimentos comerciais e seu papel importantíssimo para exterminar com os criadouros do mosquito, entre eles podemos citar as borracharias, oficinas e principalmente os ferros-velhos, pois hoje já existe lei específica para este tipo de atividade, cujos estabelecimentos devem se adequar”; comentou.

Vale ressaltar que o mosquito Aedes Aegypti não se prolifera na água de rios, arroios e valetas e, ovo pode permanecer vivo por mais de um ano no ambiente.

 

O PROGRAMA

O programa de combate à dengue do município conta hoje com um total de 56 armadilhas, distribuídas a 200 metros uma da outra, sendo inspecionadas a cada sete dias. As larvas encontradas são encaminhadas para análise.

O Departamento de Vigilância Sanitária realiza vistoria e análise quinzenal de pontos estratégicos espalhados pela cidade, eliminando os possíveis locais e objetos que podem acumular água e servirem de criadouros.

Conforme informações da Secretária da Saúde Catia Taciana Thorstemberg, Papanduva ainda não tem registro de casos de doenças transmitidas pelo mosquito. Porém, a equipe está em alerta e trabalhando, pois as larvas encontradas indicam que o Aedes Aegypti está presente.